Um fato sobre mim,que talvez seria interessante mencionar, é que todas as coisas que faço, são eternos rascunhos. Eu não finalizo nada e todo começo de tudo que eu faço, na verdade é rascunho. Eu não fico polindo e lapidando meus trabalhos, textos, ações e até mesmo criações. Meus trabalhos são como flechas, eu simplesmente disparo ao invés de tentar aperfeiçoar várias vezes a pontaria antes de atirar, eu não tenho medo e esse talvez seja o meu maior erro, ou acerto.Eu acredito que as melhores as coisas acontecem primeiramente, em seus piores formatos, e que se não tivermos coragem de lançar as flechas, talvez elas nunca sejam lançadas.Quantos projetos você tem guardado na cabeça e que nunca colocou em prática, porque não era o momento, será que um dia o momento chega?Eu faço coisas todos os dias que são imperfeitas, a verdade é que sei que não sou perfeccionista, eu sou crítica e tenho noção dos defeitos de minha criação, mas se focar nos desfeitos jamais partirei para ação e assim jamais terei resultados obtidos. Eu sei que pode faltar lapidação em meus trabalhos, mas eles existem e acho isso a coisa mais fundamental de todas. O primeiro passo para criação de coisas incríveis, são rascunhos que você pode despretensiosamente odiar, mas eles são passos da construção da obra final perfeita, a obra final talvez nunca chegue, mas todo rascunho é parte fundamental do processo de construir o tudo.
Todos os processos imperfeitos que fazem parte da minha trajetória, são os rascunhos que eu lapido hoje, dias, meses e ate anos depois, daquilo que nunca me forcei no momento a perfeição, hoje atinjo grande melhoria, mesmo que sem a perfeição almejada por muitos. Não tenho a intenção de criar nada perfeito, apenas construir processos autênticos e erros que fazem parte do eu maior de quem sou, todo fragmento que criei hoje forma um todo de que me orgulho, orgulho do avanço que tenho de cada coisa que construí para a coisa futura. Se eu considero que não escrevo bem, o que mais deveria fazer é escrever. Pois jamais irei fazer bons textos, se permanecer nos obstáculo que minha mente criou.
E é assim que inciei o processo de tcc, farei um grande rascunho de péssimos textos, em péssimas construções emaranhadas, mas a diferença é que agora me proponho polir a mim mesma, mas sem esquecer que é sempre preciso do rascunho e que o rascunho pode ser o resultado final, mas que irei me criticar menos, se deixar de ser.
Preciso rever meus rascunhos antes de anunciar ao mundo,seria esse o segredo daqueles que conseguiram admiração? As pessoas não observam seus erros e só percebem o grande acerto. Será mesmo que quero ser essa pessoa?Porque os erros para mim, são de grande valia, representam a forma mais autêntica dos pensamentos abstratos, sem polir e sem deixar menos complexos,menos voluptuosos e menos "grotescos". O grotesco é o errado?Consideramos que existe o certo e deixamos de cogitar novos acertos, o meu erro pode ser meu estilo, minha forma pode uma nova fórmula de solucionar algo, não seguir um método pode ser um novo método. Talvez eu odeia tanto escrever, pois os erros no texto,são apenas erros, mas na fala são as linhas de raciocino que meu cérebro resolveu percorrer, acho que é por isso que amo podcast.
Talvez para poder fazer meu tcc, meu processo seja falar e depois transcrever e ai sim depois lápidar, pois a fluidez que tenho na fala, não caminha tão rapidamente na escrita. Inclusive escrevo esse texto falando alto, porque eu sei falar, mas não sei escrever.